segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

MÚSICA I


Tudo o que existe no universo foi criado por Deus, inclusive a música: "Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez" (João 1:3). Entretanto, a música, em si mesma, é desprovida de caráter. Não existe música santa e música profana. Não existe um ré maior divino e um ré maior profano. Um instrumento não tem "alma" por si só, ele é fruto de quem o está tocando. Como linguagem, a música se destina a vários propósitos. Podemos, pela música, exaltar a glória de Deus, falar sobre valores morais e éticos, falar sobre relacionamentos humanos, etc. A música é um veículo, uma linguagem, através da qual expressamos aquilo que sentimos e pensamos. Ela não é um fim em si mesma, mas um meio para um fim. Aliás, poderíamos citar mais uma definição do que seja a música: A música é a expressão dos sentimentos humanos através dos sons.
A Bíblia diz que "toda boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das Luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação (Tiago 1:17). Deus, em sua infinita bondade, escolheu dar dons e talentos aos homens segundo a aprovação de Sua vontade. Por excelência e definição, o talento é algo nato, ou seja, a pessoa já nasce com ele; ao contrário do que muitas pessoas advogam, o talento não nos é concedido após a conversão, mas sim, antes mesmo de virmo à luz. Assim sendo, todo talento vem de Deus, inclusive o talento das pessoas que não conhecem a Deus. A bíblia também diz que "os dons e a vocação são sem arrependimento" (Romanos 11:21); isto equivale a dizer que a concessão do talento não está necessariamente vinculado à sua futura utilização. Deus é tão amoroso que não exige que a pessoa utilize o talento, que lhe é concedido por Deus, para o louvor de Sua glória. A concessão do talento é incondicional. Se assim não fosse, seria o mesmo que presentear alguém com um automóvel com a condição que esta pessoa viesse a dirigir única e exclusivamente para aquele que lhe cedeu o veículo. Presente é presente, cada um faz aquilo que bem entende com o presente. No caso do caro novo, você pode jogar o carro contra o muro, ou por outro lado, dirigi-lo bem. Assim também é com a música. Deus dá a música liberalmente e não pede nada em troca. É por isso que Deus também não tira o talento daquele que não utiliza a música para louvar o seu precioso nome. A utilização da música para o louvor da glória de Deus, assim como o de qualquer outro talento, e da própria vida, deve ser algo imprescindivelmente sincero e espontâneo por parte de quem louva. De outra sorte, o louvor seria vazio de significado e propósito.
Certa feita eu (João) tive a oportunidade de conversar com um músico bastante conceituado. Naquela ocasião, eu lhe disse que o considerava um grande músico, mas se ele conhecesse a natureza d'Aquele que lhe havia concedido o talento ele não viria a tocar melhor, pois ele já era um grande músico, mas que ele viria a tocar de maneira diferente.
A motivação em se tocar a música é o que define que tipo de música é tocada. Não tem muito a ver com a música, mas com quem a executa. A música é uma das maneiras de engrandecer o Senhor Jesus. Está escrito: "Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus" (I Coríntios 10:31). Quando se conhece Jesus, todo que se toca, seja evangélico ou não, é feito para glória de Deus, reconhecendo que o talento vem d'Ele.

- João Alexandre em Músico: profissão ou ministério

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